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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A Arte Como Expressão De Sentimentos E Catarse Emocional

setembro 19, 2018 0 Comments


A Arte Como Expressão De Sentimentos E Catarse Emocional




“A arte exerce um importante papel de catarse na clinica terapêutica, pois vai de encontro com processos psicológicos profundos, dos nossos arquétipos em que simbolicamente confirmamos determinadas características e condições que diz respeito ao inconsciente coletivo da humanidade, tendo, portanto importância contributiva na formação da nossa personalidade individual. O ser humano se desenvolveu com a arte e sua saúde não poderia estar dissociada dela”.

Desde os primórdios da humanidade, a arte esteve presente nas cavernas, quando o homem ainda não tinha domínio completo da linguagem e da escrita, apresentando, portanto, uma importância crucial nos processos de desenvolvimento psíquico, filogenético, social e cultural da humanidade. Através da semiótica da arte rupestre o homem pré-histórico foi capaz de transmitir informações entre si, no intuito de garantir sua sobrevivência, além de ser recurso propiciador de vinculo social.
Esta arte estava interligada à economia, sendo também centro de comunicação que perpassava as relações sociais quando o homem ainda não havia desenvolvido nenhum código linguístico. Além da utilidade informativa e comunicativa, o homem desejava também deixar sua marca à posteridade, por exemplo, quando se pintavam as mãos e as anexava às paredes, deixando-se a marca indelével de uma possível tentativa de autoafirmação,ou seja, sua assinatura, e quem sabe uma possibilidade de eternidade.
Sendo assim, a linguagem pictórica fez e ainda continua fazendo parte do desenvolvimento evolutivo do homem enquanto espécie e de seu desenvolvimento psíquico enquanto individuo. Estes estágios evolutivos da humanidade são observados nos estágios de desenvolvimento psico-motor de nossas crianças, pois estas rabiscam e pintam antes da obtenção da escrita, inclusive nas paredes de suas casas, perpassando e revivenciando o seu desenvolvimento individual enquanto criança, mas também enquanto espécie durante o período evolutivo do homem.
Na condição de patrimônio da humanidade, e fazendo parte da formação psíquica evolutiva da espécie humana, a arte vai de encontro também com processos psicológicos mais profundos, dos nossos arquétipos em que simbolicamente confirmamos determinadas características e condições que diz respeito ao inconsciente coletivo, tendo também importância contributiva na formação da nossa personalidade individual.
A linguagem artística apresenta uma semiologia própria, pois comunica mais além que a linguagem falada ou escrita, pois se trata da comunicação das emoções, do inconsciente, da ordem do indizível.
Por este motivo, é utilizada com excelentes resultados nos processos terapêuticos, sendo instrumento de catarse, na expressão de sentimentos, pensamentos, idéias, fantasias, traumas e comportamentos emocionais mal elaborados, que impulsionam o indivíduo ao movimento de autoconhecimento, de cura e controle de alguma doença ou distúrbio.
Na clínica infantil, a arte é uma importante ferramenta pois viabiliza o vínculo terapêutico, já que a criança ainda não é detentora de um discurso linguístico bem estruturado para falar de sua queixa, dificultando, portanto, um vínculo terapêutico.
Igualmente importante são os casos traumáticos, onde em uma possível presença de dissociação psicológica, perde-se partes de um todo vivido, em que um discurso dissociado apresenta somente partes da cena do evento, pois determinados elementos, mais dolorosos, escapam à luz da consciência, configurando-se um importante mecanismo de defesa psíquico. Neste caso, a arte e principalmente a pintura, por não passar pelo crivo da racionalidade e por ter livre passagem sem nenhuma criticidade do intelecto, fazem emergir de maneira espontânea conteúdos psicológicos inconscientes que estavam latentes ou que não encontravam uma forma de comunicação de maneira tão precisa, visto que a linguagem escrita ou falada muitas vezes não dão conta do que se tenta exprimir, sendo a produção artística um excelente aparato na clinica.
Neste caso, a arte se mostra um importante recurso não só como meio de autoconhecimento, mas também de catarse, melhorando a qualidade de vida do paciente, promovendo sua inclusão social, aumentando sua autoestima e promovendo uma vida mais gratificante e feliz.
Por ser “alquímica”, transmuta sentimentos e emoções, materializa medos, receios, fantasias, indo de encontro a nossa própria essência, ao nosso eu, às nossas raízes genealógicas, históricas, sendo um importante recurso de auto transformação, pois como foi dito anteriormente, conteúdos que não eram da ordem da consciência passam a emergir de modo que possam proceder uma desconstrução e ressignificação de elementos que, embora não estavam à luz da consciência, não eram menos vivos e atuantes, muito pelo contrário.
Estes conteúdos que não estavam clarificados, trabalham de forma mais viva e forte, exatamente por não estar no âmbito da consciência e consequentemente dificultando o controle e elaboração deles. A partir da elucidação e conscientização destes, se pode trabalhar elementos da história de vida do paciente, tais como dificuldades relacionais, interpessoais, intrapessoais e familiares, bem como a ansiedade e o estresse do dia-a-dia, resgatando através da arte o potencial criativo e ressignificando vivências do paciente.
Psiconeurologicamente, através da produção artística, é dada ao paciente a oportunidade do desenvolvimento da sensibilidade e da capacidade intuitiva, visto que o exercício do hemisfério direito, a parte do cérebro responsável pela criatividade e intuição pode ser treinada e desenvolvida através de competências que, historicamente foram relegadas a escanteio pela cultura da racionalidade, do pragmatismo, da intelectualidade e do raciocínio lógico como preponderantes em uma sociedade ocidental capitalista, que visa a produtividade e o lucro.
Nos tratamentos psiquiátricos, a arte é uma ferramenta fundamental, pois os portadores de distúrbios mentais, taxados pela sociedade como incapacitados e improdutivos, e por consequência marginalizados, podem, através da produção artística trabalhar os processos de cura, atribuindo sentido e significado à sua existência, por sentirem-se úteis e produtores, ao mesmo tempo em que desenvolve uma atividade psicolúdica na manifestação íntegra de seu ser e no resgate da sua criança interior.
O resultado deste processo não só proporciona o alivio de sintomas, mas o trabalho ativo de conteúdos psíquicos subjacentes represados, encontrando oportunidade de ressignificação através de novas (re)leituras da realidade e da mudança de perspectiva neste tipo de abordagem psicoterapêutica.
Vale a pena salientar que a arte como ferramenta aplicada a clínica, é um processo atentamente guiado, onde a tríade terapeuta, paciente e arte estão intrinsecamente vinculados em um contexto com um fim específico de catarse, expressão do sofrimento e elaboração de sentimentos, na desconstrução de padrões de pensamentos e comportamentos que porventura contribuíram ao paciente o estado de adoecimento. Existe quebra de paradigmas de suas vivências de modo a construir novos padrões mais saudáveis, criando novas perspectivas e construindo uma nova realidade que possa proporcionar o encontro do eu do paciente enquanto essência e desta forma, buscando a harmonia e a saúde.
Importante ressaltar que a arte na clínica nunca deve ser considerada um passatempo ou simples relaxamento, pois como foi exposto acima ela remete a fins terapêuticos e resultados específicos.
Não existe contra-indicação para a utilização da arteterapia, podendo ser utilizada em qualquer abordagem da clínica individual, em psicoterapias grupais e em qualquer faixa etária, tais como o público infantil, adolescente, adulto e idoso. Abrange qualquer condição socioeconômica e grau de instrução, atendendo as mais diversas queixas, sejam de ordem física, psicológica ou psicossomática, dentre elas as doenças auto-imunes, a depressão, o Alzheimer, problemas neuropsicofísicos em geral.
Dentre as artes que participam dos processos de cura, podemos citar a arteterapia (desenhos, mandalas, pintura, escultura e trabalhos com argila), a musicoterapia (canto, instrumentos musicais), psicodrama (teatro) e a biodança. O tipo de procedimento a ser utilizado vai depender da história de vida do paciente, de sua queixa clínica, bem como de seus interesses, propensões e limitações. Cada caso é um caso único, onde se necessita realizar todo um procedimento personalizado para aquele paciente.
Pode-se utilizar uma mescla de recursos que a psicoterapia da arte oferece, sempre respeitando as limitações e escolha do paciente. Vale a pena salientar que, embora a Arteterapia ofereça recursos importantíssimos na clínica, ela é uma ferramenta que não substitui um tratamento psicológico aprofundado.
Abraços transmutadores.

Soraya Rodrigues de Aragão

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Tire O Tablet Do Seu Filho E Dê A Ele Um Instrumento Musical!

setembro 13, 2018 0 Comments

Tire O Tablet Do Seu Filho E Dê A Ele Um Instrumento Musical!


De acordo com este especialista as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. 
Segundo um estudo publicado na revista Psiquiatría Molecular, 50% da inteligência é determinada pelos genes mas os restantes 50% dependem dos estímulos que os mais pequenos recebem.Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone. Nada de mais errado, de acordo com as últimas descobertasÁlvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro El cerebro del niño explicado a los padres (O cérebro da criança explicado aos pais), diz que, se querem ter filhos (mais) inteligentes, têm que tirar o iPad e dar a eles um instrumento musical!
“Sem os pais, o potencial intelectual da criança não se desenvolve”, assegura Álvaro Bilbao.
A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializará, assegura o especialista.
“Uma criança pode ter potencial genético para atingir 1,90 metros mas, se os pais não o alimentarem bem, nunca chegará lá”, exemplifica o neuropsicólogo, que garante que os 6 primeiros anos de vida são primordiais no processo.
Além de reforçar condutas positivas e de brincar mais com os filhos, no chão, se for caso, como recomenda Álvaro Bilbao, os pais devem promover a socialização em detrimento do isolamento, o que implica desligar a televisão à mesa, além de incentivar a criança a fazer esportes e a experimentar atividades.
“A criança deve sentir que tem pais que se preocupam com ela”, defende também o pediatra Maximino Fernández Pérez.

O que sugerem as últimas investigações internacionais

Estas são algumas das estratégias que os estudos e os especialistas defendem:

Estudar música

Um estudo da Universidade de Toronto, publicado na revista Psychological Science, relacionou o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem de música. Durante um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, canto, piano e expressão dramática. Os que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no final.

Não ver televisão

Há uns anos, estavam na moda os filmes de desenhos animados em DVD que aliavam figuras desenhadas à música clássica de compositores como Mozart e Beethoven. Muitos especialistas afirmavam que estimulavam a inteligência de bebês e crianças, uma teoria que muitos estudos internacionais desmentiram. A Associação Americana de Pediatria diz mesmo que as crianças com menos de 2 anos não devem ver televisão.

Evitar programa de desenvolvimento cerebral

Nos últimos anos, surgiram muitos jogos eletrônicos e aplicações móveis que asseguram que treinam o cérebro e estimulam a memória. A verdade é que não existe qualquer base científica que o comprove.

Ver filmes numa língua estrangeira

As crianças que veem filmes numa língua estrangeira tendem a adaptar-se mais facilmente a outros vocábulos e a outros sons. De acordo com um estudo europeu sobre competência linguística, levado a cabo pelo Ministerio de Educación, Cultura y Deporte de Espanha, os espanhóis têm dificuldade em compreender e em falar inglês porque, ao contrário dos portugueses, veem tudo dobrado.

Ler a duas vozes antes de ir para a cama

As histórias que os pais leem aos filhos para os adormecer devem ser lidas a duas vozes. O progenitor lê uma página e a criança lê a seguinte e por aí afora… Um estudo realizado no Canadá garante que este método permite melhorar a capacidade de aprendizagem dos mais pequenos.