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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Festival de Dança Angola Kukina (FEDAK)

abril 01, 2019 0 Comments


Festival de Dança Angola Kukina (FEDAK)



FEDAK
  • O Festival de Dança Angola Kukina é um projecto de carácter competitivo, para saudar os dias Internacional da Criança e o Dia da Independência Nacional à assinalarem-se a 01 de Junho e 11 de Novembro de 2019. O projecto foi criado por carência de actividades do género no país, com intuito de reunir cerca de doze mil (12.000) pessoas, entre bailarinos, professores, coreógrafos e público assistentes, partindo da sua própria descoberta imaginativa e criativa de um processo lúdico estimulando-a na busca de novos conhecimentos, por via da arte da dança, visto que as apresentações (espectáculos) de dança educativa/criativa, dança clássica/ballet, dança Moderna, dança contemporânea, danças urbanas, danças populares/recreativas, e danças folclóricas, ajudam desta forma  as novas gerações para um desenvolvimento criativo e harmonioso, para o reforço da auto-estima e da identidade cultural angolana, com espírito de investigador e inovador, visando à formação de indivíduos capazes de gerenciar com êxito o conhecimento e preservação da cultura e artes angolana. Bem como o reconhecimento e valorização de todos os artistas.
  • O projecto será executado por professores de diferentes áreas do ensino artístico e a competição só contará com a participação de grupos nacionais.
  • O FEDAK 2019 vai decorrer em duas partes, a primeira acontecerá em Junho, onde serão somente avaliados os níveis Pequenos Bailarinos, Bailarinos Iniciados e o Nível Intermédio. Já na segunda parte do Festival, isso em Novembro, serão avaliados todos os níveis incluindo o Sénior e o Kotas.

Valor da inscrição


SOLO: 1.500 kz (mil e quinhentos kwanzas)
DUO: 2.500kz (dois mil e quinhentos kwanzas)
TRIO: 3.500kz (três mil e quinhentos kwanzas)
GRUPO PEQUENO; 5.000kz (cinco mil kwanzas); (mais de três)
GRUPO GRANDE: 7.000kz (sete mil kwanzas)


  • SOLO – 1 candidato, DUO – 2 candidatos, TRIO – 3 candidatos, GRUPO PEQUENO – 4 a 8 candidatos, GRUPO GRANDE – 9 a 20 candidatos.



  • Os valores podem ser entregue em cachet ou por depósito bancário: BANCO BAI -  83881041; IBAN AO060 0040 0000 8388104110121; BANCO BFA IBAN. AO06 0006 0000 6319 3519 3013 0, CONTA BFA: 016319351930.001; BANCO SOL IBAN: AO06 004400009773502 100139, CONTA BFA: 016319351930 001; BCI IBAN: AO06 0005 0000 43674736 10 197; CONTA BCI: 4367473610 001
  • Se não fizer o depósito dos valores num período de 7 dias, não será registada a inscrição.


Géneros

Dança Criativa, Dança Moderna, Dança Contemporânea, Danças Urbanas, Danças Populares, Dança de Salão & Ballet Clássico

NÍVEIS/IDADE:

Pequenos Bailarinos: 3 aos 6 anos;
Bailarinos Iniciados: 7 aos 11 anos;
Intermédio: 12 aos 16 anos;
Sénior: 17 aos 35 anos;
Kotas: +35 anos


Critérios para a seleção:

  • Adequação da coreografia com o tema escolhido para os bailarinos, respeitando a especificidade da faixa etária.
  •  Qualidade artística e técnica dos candidatos. 
  •  Estrutura da composição coreográfica

Resultados da seleção dos candidatos

As coreografias selecionadas serão divulgadas no site do FEDAK, na nossa página do Facebook (www.facebook.com/residenciadeartes) e enviadas para e-mail dos candidatos selecionados:
  •  Inscrições de 06 de Abril a 30 de Abril de 2019 – Primeira Fase
  •  Resultado dos candidatos selecionados: 4 de Maio de 2019

As fichas de inscrição estarão disponíveis no nosso site: www.isokearte.blogspot.com; também pode se requisitar pelo WhatsApp: 922 814 889 – 916 622 151 – 992 019 229 – 922 623 855 ou ainda por via email: isokeartes@gmail.com




quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A Arte Como Expressão De Sentimentos E Catarse Emocional

setembro 19, 2018 0 Comments


A Arte Como Expressão De Sentimentos E Catarse Emocional




“A arte exerce um importante papel de catarse na clinica terapêutica, pois vai de encontro com processos psicológicos profundos, dos nossos arquétipos em que simbolicamente confirmamos determinadas características e condições que diz respeito ao inconsciente coletivo da humanidade, tendo, portanto importância contributiva na formação da nossa personalidade individual. O ser humano se desenvolveu com a arte e sua saúde não poderia estar dissociada dela”.

Desde os primórdios da humanidade, a arte esteve presente nas cavernas, quando o homem ainda não tinha domínio completo da linguagem e da escrita, apresentando, portanto, uma importância crucial nos processos de desenvolvimento psíquico, filogenético, social e cultural da humanidade. Através da semiótica da arte rupestre o homem pré-histórico foi capaz de transmitir informações entre si, no intuito de garantir sua sobrevivência, além de ser recurso propiciador de vinculo social.
Esta arte estava interligada à economia, sendo também centro de comunicação que perpassava as relações sociais quando o homem ainda não havia desenvolvido nenhum código linguístico. Além da utilidade informativa e comunicativa, o homem desejava também deixar sua marca à posteridade, por exemplo, quando se pintavam as mãos e as anexava às paredes, deixando-se a marca indelével de uma possível tentativa de autoafirmação,ou seja, sua assinatura, e quem sabe uma possibilidade de eternidade.
Sendo assim, a linguagem pictórica fez e ainda continua fazendo parte do desenvolvimento evolutivo do homem enquanto espécie e de seu desenvolvimento psíquico enquanto individuo. Estes estágios evolutivos da humanidade são observados nos estágios de desenvolvimento psico-motor de nossas crianças, pois estas rabiscam e pintam antes da obtenção da escrita, inclusive nas paredes de suas casas, perpassando e revivenciando o seu desenvolvimento individual enquanto criança, mas também enquanto espécie durante o período evolutivo do homem.
Na condição de patrimônio da humanidade, e fazendo parte da formação psíquica evolutiva da espécie humana, a arte vai de encontro também com processos psicológicos mais profundos, dos nossos arquétipos em que simbolicamente confirmamos determinadas características e condições que diz respeito ao inconsciente coletivo, tendo também importância contributiva na formação da nossa personalidade individual.
A linguagem artística apresenta uma semiologia própria, pois comunica mais além que a linguagem falada ou escrita, pois se trata da comunicação das emoções, do inconsciente, da ordem do indizível.
Por este motivo, é utilizada com excelentes resultados nos processos terapêuticos, sendo instrumento de catarse, na expressão de sentimentos, pensamentos, idéias, fantasias, traumas e comportamentos emocionais mal elaborados, que impulsionam o indivíduo ao movimento de autoconhecimento, de cura e controle de alguma doença ou distúrbio.
Na clínica infantil, a arte é uma importante ferramenta pois viabiliza o vínculo terapêutico, já que a criança ainda não é detentora de um discurso linguístico bem estruturado para falar de sua queixa, dificultando, portanto, um vínculo terapêutico.
Igualmente importante são os casos traumáticos, onde em uma possível presença de dissociação psicológica, perde-se partes de um todo vivido, em que um discurso dissociado apresenta somente partes da cena do evento, pois determinados elementos, mais dolorosos, escapam à luz da consciência, configurando-se um importante mecanismo de defesa psíquico. Neste caso, a arte e principalmente a pintura, por não passar pelo crivo da racionalidade e por ter livre passagem sem nenhuma criticidade do intelecto, fazem emergir de maneira espontânea conteúdos psicológicos inconscientes que estavam latentes ou que não encontravam uma forma de comunicação de maneira tão precisa, visto que a linguagem escrita ou falada muitas vezes não dão conta do que se tenta exprimir, sendo a produção artística um excelente aparato na clinica.
Neste caso, a arte se mostra um importante recurso não só como meio de autoconhecimento, mas também de catarse, melhorando a qualidade de vida do paciente, promovendo sua inclusão social, aumentando sua autoestima e promovendo uma vida mais gratificante e feliz.
Por ser “alquímica”, transmuta sentimentos e emoções, materializa medos, receios, fantasias, indo de encontro a nossa própria essência, ao nosso eu, às nossas raízes genealógicas, históricas, sendo um importante recurso de auto transformação, pois como foi dito anteriormente, conteúdos que não eram da ordem da consciência passam a emergir de modo que possam proceder uma desconstrução e ressignificação de elementos que, embora não estavam à luz da consciência, não eram menos vivos e atuantes, muito pelo contrário.
Estes conteúdos que não estavam clarificados, trabalham de forma mais viva e forte, exatamente por não estar no âmbito da consciência e consequentemente dificultando o controle e elaboração deles. A partir da elucidação e conscientização destes, se pode trabalhar elementos da história de vida do paciente, tais como dificuldades relacionais, interpessoais, intrapessoais e familiares, bem como a ansiedade e o estresse do dia-a-dia, resgatando através da arte o potencial criativo e ressignificando vivências do paciente.
Psiconeurologicamente, através da produção artística, é dada ao paciente a oportunidade do desenvolvimento da sensibilidade e da capacidade intuitiva, visto que o exercício do hemisfério direito, a parte do cérebro responsável pela criatividade e intuição pode ser treinada e desenvolvida através de competências que, historicamente foram relegadas a escanteio pela cultura da racionalidade, do pragmatismo, da intelectualidade e do raciocínio lógico como preponderantes em uma sociedade ocidental capitalista, que visa a produtividade e o lucro.
Nos tratamentos psiquiátricos, a arte é uma ferramenta fundamental, pois os portadores de distúrbios mentais, taxados pela sociedade como incapacitados e improdutivos, e por consequência marginalizados, podem, através da produção artística trabalhar os processos de cura, atribuindo sentido e significado à sua existência, por sentirem-se úteis e produtores, ao mesmo tempo em que desenvolve uma atividade psicolúdica na manifestação íntegra de seu ser e no resgate da sua criança interior.
O resultado deste processo não só proporciona o alivio de sintomas, mas o trabalho ativo de conteúdos psíquicos subjacentes represados, encontrando oportunidade de ressignificação através de novas (re)leituras da realidade e da mudança de perspectiva neste tipo de abordagem psicoterapêutica.
Vale a pena salientar que a arte como ferramenta aplicada a clínica, é um processo atentamente guiado, onde a tríade terapeuta, paciente e arte estão intrinsecamente vinculados em um contexto com um fim específico de catarse, expressão do sofrimento e elaboração de sentimentos, na desconstrução de padrões de pensamentos e comportamentos que porventura contribuíram ao paciente o estado de adoecimento. Existe quebra de paradigmas de suas vivências de modo a construir novos padrões mais saudáveis, criando novas perspectivas e construindo uma nova realidade que possa proporcionar o encontro do eu do paciente enquanto essência e desta forma, buscando a harmonia e a saúde.
Importante ressaltar que a arte na clínica nunca deve ser considerada um passatempo ou simples relaxamento, pois como foi exposto acima ela remete a fins terapêuticos e resultados específicos.
Não existe contra-indicação para a utilização da arteterapia, podendo ser utilizada em qualquer abordagem da clínica individual, em psicoterapias grupais e em qualquer faixa etária, tais como o público infantil, adolescente, adulto e idoso. Abrange qualquer condição socioeconômica e grau de instrução, atendendo as mais diversas queixas, sejam de ordem física, psicológica ou psicossomática, dentre elas as doenças auto-imunes, a depressão, o Alzheimer, problemas neuropsicofísicos em geral.
Dentre as artes que participam dos processos de cura, podemos citar a arteterapia (desenhos, mandalas, pintura, escultura e trabalhos com argila), a musicoterapia (canto, instrumentos musicais), psicodrama (teatro) e a biodança. O tipo de procedimento a ser utilizado vai depender da história de vida do paciente, de sua queixa clínica, bem como de seus interesses, propensões e limitações. Cada caso é um caso único, onde se necessita realizar todo um procedimento personalizado para aquele paciente.
Pode-se utilizar uma mescla de recursos que a psicoterapia da arte oferece, sempre respeitando as limitações e escolha do paciente. Vale a pena salientar que, embora a Arteterapia ofereça recursos importantíssimos na clínica, ela é uma ferramenta que não substitui um tratamento psicológico aprofundado.
Abraços transmutadores.

Soraya Rodrigues de Aragão

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Tire O Tablet Do Seu Filho E Dê A Ele Um Instrumento Musical!

setembro 13, 2018 0 Comments

Tire O Tablet Do Seu Filho E Dê A Ele Um Instrumento Musical!


De acordo com este especialista as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. 
Segundo um estudo publicado na revista Psiquiatría Molecular, 50% da inteligência é determinada pelos genes mas os restantes 50% dependem dos estímulos que os mais pequenos recebem.Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone. Nada de mais errado, de acordo com as últimas descobertasÁlvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro El cerebro del niño explicado a los padres (O cérebro da criança explicado aos pais), diz que, se querem ter filhos (mais) inteligentes, têm que tirar o iPad e dar a eles um instrumento musical!
“Sem os pais, o potencial intelectual da criança não se desenvolve”, assegura Álvaro Bilbao.
A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializará, assegura o especialista.
“Uma criança pode ter potencial genético para atingir 1,90 metros mas, se os pais não o alimentarem bem, nunca chegará lá”, exemplifica o neuropsicólogo, que garante que os 6 primeiros anos de vida são primordiais no processo.
Além de reforçar condutas positivas e de brincar mais com os filhos, no chão, se for caso, como recomenda Álvaro Bilbao, os pais devem promover a socialização em detrimento do isolamento, o que implica desligar a televisão à mesa, além de incentivar a criança a fazer esportes e a experimentar atividades.
“A criança deve sentir que tem pais que se preocupam com ela”, defende também o pediatra Maximino Fernández Pérez.

O que sugerem as últimas investigações internacionais

Estas são algumas das estratégias que os estudos e os especialistas defendem:

Estudar música

Um estudo da Universidade de Toronto, publicado na revista Psychological Science, relacionou o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem de música. Durante um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, canto, piano e expressão dramática. Os que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no final.

Não ver televisão

Há uns anos, estavam na moda os filmes de desenhos animados em DVD que aliavam figuras desenhadas à música clássica de compositores como Mozart e Beethoven. Muitos especialistas afirmavam que estimulavam a inteligência de bebês e crianças, uma teoria que muitos estudos internacionais desmentiram. A Associação Americana de Pediatria diz mesmo que as crianças com menos de 2 anos não devem ver televisão.

Evitar programa de desenvolvimento cerebral

Nos últimos anos, surgiram muitos jogos eletrônicos e aplicações móveis que asseguram que treinam o cérebro e estimulam a memória. A verdade é que não existe qualquer base científica que o comprove.

Ver filmes numa língua estrangeira

As crianças que veem filmes numa língua estrangeira tendem a adaptar-se mais facilmente a outros vocábulos e a outros sons. De acordo com um estudo europeu sobre competência linguística, levado a cabo pelo Ministerio de Educación, Cultura y Deporte de Espanha, os espanhóis têm dificuldade em compreender e em falar inglês porque, ao contrário dos portugueses, veem tudo dobrado.

Ler a duas vozes antes de ir para a cama

As histórias que os pais leem aos filhos para os adormecer devem ser lidas a duas vozes. O progenitor lê uma página e a criança lê a seguinte e por aí afora… Um estudo realizado no Canadá garante que este método permite melhorar a capacidade de aprendizagem dos mais pequenos.

domingo, 19 de agosto de 2018

Ai, o nosso Roque Santeiro!

agosto 19, 2018 0 Comments

O nosso Roque Santeiro –

Aquele Roque que existiu na cidade de Luanda, no município do Sambizanga (vulgo, Mbilá ou Mbicoio), município onde nasceu o nosso presidente Eng. José Eduardo dos Santos. O Roque, aquele que viu a crescer o Estado, sim, o Estado maior do Kuduro, Nagrelha dos Lambas. Uma das figuras mais importantes do nosso ritmo musical, Kuduro.
O nosso Roque era o maior hipermercado de Angola. Onde fazíamos compras a qualquer dia do mês. Quem era o Belas Shopping, a Shoprite, o Mega, o Kero, o Kibabo, o Alimenta Angola – que nem alimenta sequer 1/3 da população nacional – diante do Roque? Não eram nada. Esses não eram páreos para o nosso Grande Roque.


Recordam do Roque?  O Roque recebia todo mundo. Não fazia segregação social/racial. Onde cada um tinha privilégio de criar o seu próprio negócio. Onde os licenciados, mestres e doutores eram recebidos mesmo sem experiência profissional. No tempo do Roque as pessoas abandonavam os seus monótonos e desgastantes empregos – porque não suportavam a exploração e alienação do trabalho e a mais-valia por parte do chefe capitalista.
No tempo do Roque não havia Crise. Não consumíamos mais do que ganhávamos. Tínhamos a cesta básica com 10% do nosso salário. Não era necessário estudar os conceitos da Economia, o Roque nos dava de bónus.

Comprávamos roupa a preço de banana. Todos nós “grifávamos” bué. Entrava-se feio, saía-se bonito.  O Roque não só era o nosso maior centro comercial, era também um espaço de difusão cultural. Lá facilmente encontrávamos traços culturais de culturas indígenas. O Roque acolhia até estrangeiros.

De tudo tinha. “Nós éramos felizes e não sabíamos”, como diz a máxima a popular.
Mas a nossa elite governante acabou com a nossa banga. Despiu-se totalmente dos sentimentos, vendou os olhos para valores sócio-culturais. Nem sequer pensou na capacidade de aquisição financeira da maioria e agiu como um homem traído.
A nossa elite governante não aguentou uma luta justa, esqueceu-se que a “modernização” como diz Samuel P. Huntington “gera sentimentos de alienação e anomia quando os laços tradicionais e as relações sociais se quebram”. Matou o Roque Santeiro, disparando uma quantidade industrial de balas no seu corpo.
Ignorantemente, a elite dominante não sabia que o Roque – sim, o Roque Santeiro – era um salva-vidas de milhares de famílias da nossa sociedade; ao matar o Roque, matou-se o nosso centro de concentração cultural, aumentou-se a procura e reduziu-se a demanda – os supermercados (da elite dominante) não nos preenchem em termos de produtos, o que faz com que na maior parte das vezes compremos coisas que não precisamos. As nossas necessidades, com a chegada dos supermercados, aumentaram e o poder de compra reduziu. Se o nível de pobreza aumenta, aumenta a taxa de delinquência, da prostituição (dispo-me de qualquer tipo de preconceito), aumenta também a taxa de mortalidade.
Não se erradica a pobreza ao se combater contra o pobre.

Texto de: EU